O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), revelou que a presidência da Casa se comprometeu a colocar em pauta, ainda este ano, a discussão sobre a anistia aos condenados por participação nos atos de 8 de janeiro. A declaração acende o debate sobre o futuro dos envolvidos nos eventos que marcaram a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.
“Estamos conversando com o presidente Hugo Motta. Ele sabe que é importante a gente virar essa página”, afirmou Zucco em entrevista à CNN Brasil, sinalizando o tom das negociações em curso. O deputado demonstra preocupação com a situação dos presos, argumentando que estão detidos em condições inadequadas.
Zucco enfatizou que “há compromisso dado” para que a votação ocorra até o final do ano corrente. Segundo ele, a urgência se justifica pelas condições carcerárias dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. “A cada minuto que estamos aqui, tem pessoas presas junto com traficantes e homicidas. Então entendemos que temos que avançar”, completou o líder da oposição.
Apesar da aprovação do requerimento de urgência em setembro e da designação de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator, o projeto perdeu força em meio a divergências. O relator buscou ouvir diversas partes interessadas, incluindo lideranças partidárias, familiares dos presos e até mesmo o ex-presidente Michel Temer (MDB), na tentativa de construir um relatório consensual.
O texto original, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), propõe uma anistia ampla, que poderia beneficiar inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos de prisão por “tentativa de golpe de Estado”. Contudo, a proposta de Paulinho da Força descarta a anistia total, visando uma redução de pena que poderia beneficiar Bolsonaro, diminuindo sua sentença em “entre sete e 11 anos”.
Fonte: http://vistapatria.com.br