Paraná Revoluciona Acesso à Contracepção: Implante de Alto Custo Disponível Gratuitamente pelo SUS

O estado do Paraná está expandindo o acesso à saúde reprodutiva feminina com a oferta gratuita do implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon NXT. Este método contraceptivo de longa duração, que pode custar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada, agora está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado. A iniciativa visa ampliar o planejamento reprodutivo, especialmente para adolescentes e mulheres em idade fértil.

Para garantir a implementação eficaz do novo serviço, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em colaboração com o Ministério da Saúde, promoveu uma oficina de qualificação para profissionais de saúde. O treinamento envolveu equipes dos 38 municípios referência das 22 Regionais de Saúde do Paraná. O objetivo é prepará-los para oferecer o implante de forma segura e informada às pacientes.

A inclusão do implante no SUS é uma resposta à crescente necessidade de métodos contraceptivos eficazes. Dados da pesquisa Nascer no Brasil II (2021–2023) revelam que entre 33% e 40% das gestações não são planejadas. Em 2022, adolescentes de até 19 anos representaram 12,3% dos partos no país, evidenciando a urgência de ampliar o acesso a opções de planejamento familiar.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, enfatizou a importância da iniciativa para garantir os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres paranaenses. “Ampliar o acesso ao implante é dar mais autonomia e segurança às mulheres paranaenses”, afirmou. “Estamos garantindo uma rede preparada, com profissionais qualificados e um método moderno, eficaz e seguro. Investir em planejamento reprodutivo é investir em saúde, dignidade e futuro”.

O Paraná já recebeu 25.620 unidades do implante, que foram distribuídas aos municípios contemplados na primeira fase do programa, incluindo cidades como Curitiba, Londrina e Maringá. A expectativa é que o método contraceptivo esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde no próximo semestre. Carolina Poliquesi, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, ressaltou que o implante oferece uma alternativa segura para mulheres que não podem usar outros métodos já disponíveis no SUS.

Fonte: http://ric.com.br

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