PF Cumpre Mandado na 13ª Vara Federal de Curitiba em Investigação sobre a Lava Jato

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, nesta quarta-feira (3), onde tramitaram grande parte dos processos da Operação Lava Jato. A ação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está relacionada à delação premiada do empresário e ex-deputado estadual do Paraná, Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Esta é a segunda vez que a PF realiza buscas na 13ª Vara em um curto espaço de tempo, com uma operação semelhante tendo ocorrido em outubro.

O inquérito, que corre sob sigilo desde janeiro de 2024, investiga possíveis irregularidades na delação de Tony Garcia, firmada quando o então juiz Sérgio Moro, hoje senador da República, era o responsável pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a abertura do inquérito após apurações da PF indicarem a necessidade de aprofundar as investigações sobre as declarações do empresário.

De acordo com informações do site Conjur, a ordem de Toffoli determina que a 13ª Vara conceda acesso a todos os seus computadores, permitindo que a PF colete anexos, itens e mídias relacionados a inquéritos policiais e acordos de delação premiada. A medida visa obter documentos que, segundo o relator do caso, não foram enviados anteriormente.

O caso que motivou a operação tem origem em um acordo de colaboração premiada firmado por Tony Garcia há 21 anos. Em 2004, ele foi preso sob acusação de gestão fraudulenta do Consórcio Nacional Garibaldi. Garcia alega que, a partir desse momento, foi obrigado por Moro a gravar investigados e a coletar provas contra políticos e outras figuras, especialmente ligadas ao PT.

Em depoimento à PF, Tony Garcia afirmou que as supostas chantagens foram relatadas à juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na 13ª Vara, ainda em 2021. Segundo relatório da PF, a narrativa de Garcia é “longa, detalhista e por vezes confusa”, mencionando diversos aspectos potencialmente criminosos envolvendo agentes públicos e privados que atuaram na Lava Jato.

Em nota à imprensa, o senador Sérgio Moro afirmou que o inquérito foi instaurado a partir de um “relato fantasioso do criminoso Tony Garcia”. Ele declarou ainda que sua defesa não teve acesso aos autos do processo e que “não houve qualquer irregularidade no processo de quase vinte anos atrás”. Moro conclui dizendo que “os relatos de Tony Garcia são mentirosos” e que não teme o acesso aos autos da 13ª Vara Federal.

Fonte: http://ric.com.br

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