Mudanças no salário mínimo e isenção do IR impactam orçamentos das famílias

Ricardo Stuckert/PR

Novas regras entram em vigor em 1º de janeiro, trazendo alívio e desafios fiscais.

A nova faixa de isenção do Imposto de Renda e o reajuste do salário mínimo entram em vigor, impactando milhões de brasileiros.

A partir de 1º de janeiro de 2026, as novas regras sobre o salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda (IR) entram em vigor, trazendo impactos significativos para o orçamento das famílias brasileiras. O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 e a elevação da faixa de isenção para R$ 5 mil mensais são algumas das principais mudanças que afetam diretamente 15 milhões de contribuintes.

Expectativa de mudanças no orçamento familiar

O reajuste de 6,79% no salário mínimo, que passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro e garante um ganho real, mesmo que limitado pelas travas do arcabouço fiscal. Com isso, os trabalhadores já sentirão a diferença no contracheque de janeiro, que será pago no final do mês ou início de fevereiro.

Além do aumento do salário mínimo, a nova faixa de isenção do IR representa um alívio na tributação para muitos brasileiros. Até agora, o teto de isenção era de apenas dois salários mínimos, o que limitava o número de contribuintes beneficiados.

Implicações da alta renda

Por outro lado, para compensar essa medida benéfica para a classe média, o governo anunciou um aumento na alíquota do imposto para quem recebe acima de R$ 50 mil mensais. Essa mudança impactará cerca de 141 mil pessoas, que verão um aumento em sua carga tributária. O governo justifica essa decisão como uma forma de equilibrar as contas e garantir que a reforma fiscal seja sustentável a longo prazo.

Impacto nas declarações de IR

É importante ressaltar que as novas regras não afetam a Declaração de IR de 2026, que ainda se refere ao ano-base de 2025. O efeito prático dessas mudanças só será sentido na declaração anual de 2027. Para evitar o chamado “degrau tributário”, onde um pequeno aumento salarial pode colocar o trabalhador em uma faixa de imposto muito maior, a reforma introduziu descontos escalonados para quem ganha até R$ 7.350. Assim, o abatimento diminuirá gradativamente conforme a renda aumentar.

Conclusão

As novas regras de isenção do IR e o reajuste do salário mínimo representam uma tentativa do governo de aliviar a carga tributária sobre a classe média, ao mesmo tempo em que busca aumentar a arrecadação de impostos dos mais ricos. Com essas mudanças, os brasileiros devem se preparar para um novo cenário fiscal e financeiro a partir de janeiro.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Ricardo Stuckert/PR

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