Resposta da ONU é cobrada por Lula após ataque dos EUA à Venezuela

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente brasileiro critica a ação militar e defende a soberania do país vizinho.

Lula critica os ataques dos EUA à Venezuela e pede ação da ONU em defesa da soberania do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou, neste sábado, sobre os recentes ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Lula, em suas redes sociais, expressou sua indignação pela captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, classificando a ação como um ataque inaceitável à soberania do país.

A condenação de Lula aos ataques

Lula afirmou que os bombardeios e a captura de líderes venezuelanos configuram uma grave violação do direito internacional. Ele salientou que essa ação militar representa um precedente perigoso para a comunidade internacional, podendo levar a um cenário de violência e instabilidade global. O presidente brasileiro lembrou que a agressão a um país soberano não é apenas uma afronta à Venezuela, mas um ataque ao multilateralismo que deve reger as relações entre as nações.

A importância da resposta da ONU

O presidente cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU) diante desse episódio. Ele reiterou que a posição do Brasil sempre foi de condenação ao uso da força em conflitos internacionais, lembrando que a América Latina e o Caribe devem ser preservados como uma zona de paz. Segundo Lula, a resposta da ONU deve ser rápida e eficaz, mostrando que a comunidade internacional não aceita ações unilaterais que desestabilizem a ordem global.

Compromisso com o diálogo

Além de expressar sua condenação, Lula enfatizou que o Brasil está disposto a promover o diálogo e a cooperação, reiterando a importância de resolver conflitos por meio de negociações pacíficas. Essa postura reflete a tradição brasileira de buscar soluções diplomáticas em vez de recorrer à força, característica que deve ser preservada em um mundo cada vez mais polarizado.

Lula finalizou seu pronunciamento pedindo à comunidade internacional que se una em torno da defesa da soberania dos países, evitando que ações como a dos EUA se tornem normais na política global.

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