Preço do hectare em 2025: desafios e projeções para 2026

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Entenda como a estabilidade nos preços impacta decisões de compra e arrendamento no mercado fundiário.

O mercado fundiário brasileiro enfrenta um dilema em 2025: comprar ou arrendar terras diante da estabilidade de preços e custos elevados.

O mercado fundiário brasileiro atualmente se encontra em um ciclo de estabilidade de preços que, embora aparente ser uma boa notícia, traz consigo um conjunto de desafios significativos para os produtores rurais. Após um período de rápida valorização em que os preços das terras dobraram em termos nominais, a situação agora exige uma análise mais crítica sobre a viabilidade de compra ou arrendamento.

Cenário Atual do Preço do Hectare

Com a média nacional apontando para uma acomodação nos preços, o Brasil agrícola opera em múltiplas velocidades. No Centro-Oeste, regiões como Goiás registram valores médios de R$ 47.300 por hectare para a terra nua, enquanto no Sul, o Paraná apresenta preços ainda mais elevados, tornando a compra inviável para muitos produtores sem uma estratégia de alto valor agregado. No Matopiba, a volatilidade é maior, mas também oferece oportunidades para quem possui capital e visão de longo prazo.

Desafios Financeiros para o Produtor

Os dados do projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA), realizado pelo Imea e Senar, revelam que os custos estão em níveis recordes. Para a safra 2025/26, o desembolso médio em Mato Grosso é de R$ 7.657,89 por hectare. Com a saca de soja em patamares baixos, a necessidade de produzir acima da média para cobrir os custos é um desafio crescente. Em Mato Grosso do Sul, os custos totais atingem R$ 6.115 por hectare, enquanto o algodão se torna uma cultura de alto risco, com custos de R$ 18.454,19 por hectare.

A Crise dos Contratos de Arrendamento

Um ponto crítico é que, durante os anos de bonança, muitos produtores firmaram contratos de arrendamento com valores elevados, que agora se mostram insustentáveis. Especialistas alertam para uma onda de inadimplência e renegociação, onde proprietários podem acabar recebendo terras de volta sem capacidade para cultivá-las. A situação poderá forçar uma queda nos valores de arrendamento em 2026.

Estratégias Recomendadas

Diante desse cenário, as recomendações dos especialistas se dividem conforme o perfil de cada produtor:
Perfil Capitalizado (Conservador): Para aqueles que possuem caixa e não dependem de financiamento, a compra de terras pode ser uma boa estratégia, visto que a terra continua sendo uma reserva de valor.
Perfil Alavancado (Expansão): Para quem está considerando expandir, a recomendação é evitar novas dívidas, revisar contratos de arrendamento e focar na eficiência e na produtividade.

O Futuro do Mercado Fundiário

O ano de 2026 será um verdadeiro teste de eficiência para os produtores. A gestão financeira se torna crucial, e aqueles que não controlarem seus custos rigorosamente poderão enfrentar sérias dificuldades. Portanto, o foco deve ser na otimização da produção e na maximização da rentabilidade, para garantir a sobrevivência em um mercado cada vez mais desafiador.

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