Medidas chinesas sobre carne bovina impactam mercado brasileiro, alerta FPA

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A Frente Parlamentar da Agropecuária exige agilidade nas negociações com a China para mitigar efeitos da nova salvaguarda.

Frente Parlamentar da Agropecuária se manifesta sobre novas regras chinesas para importação de carne bovina.

A nova salvaguarda chinesa sobre as importações de carne bovina do Brasil gera preocupação no setor agropecuário. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) enfatiza a urgência de uma resposta eficaz para mitigar os impactos dessa medida. O governo chinês anunciou, no último dia 31, a imposição de cotas específicas para a carne bovina, com uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a quantidade permitida. Essa decisão, que já está em vigor, se estenderá por três anos, até 2028.

Contexto Atual do Setor

As novas regras estabelecem que o Brasil, principal fornecedor de carne bovina para a China, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais em 2026. Essa medida é vista como uma tentativa da China de controlar as importações e proteger sua indústria local, mas traz riscos significativos para os produtores brasileiros, que dependem deste mercado.

A FPA, em nota, destacou a importância de agir rapidamente para evitar instabilidades no mercado, que poderiam afetar tanto o abate quanto a renda dos produtores. A bancada já se mobilizou para buscar soluções que garantam a previsibilidade para o setor, ressaltando a necessidade de um canal ativo de negociação com as autoridades chinesas.

Ações Propostas pela FPA

Para enfrentar essa situação, a FPA delineou algumas ações:
Contatar o Ministério da Agricultura: A bancada atuará junto ao ministério para discutir estratégias de mitigação.
Negociações com as autoridades chinesas: Buscar soluções que preservem o fluxo de exportações e a estabilidade do mercado.

  • Levantamento técnico das exportações: Solicitar um estudo detalhado sobre as exportações recentes para embasar a estratégia brasileira.

Essas medidas visam não apenas proteger os interesses dos produtores, mas também garantir a segurança alimentar e a estabilidade econômica no Brasil.

Conclusão

A situação exige atenção e celeridade por parte das autoridades brasileiras. A FPA está comprometida em atuar de maneira proativa para assegurar que os impactos da salvaguarda chinesa sejam minimizados, garantindo que o Brasil continue a ser um player relevante no mercado global de carne bovina.

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