Retomada do investimento na ovinocultura é reforçada por feiras de verão

Eventos em janeiro e fevereiro promovem oportunidades para criadores e melhorias genéticas.

Feiras de verão no Rio Grande do Sul aquecem o mercado de ovinocultura, com foco em investimentos em genética e melhorias nos rebanhos.

O início de 2026 marca uma nova fase para a ovinocultura gaúcha, com a realização de uma série de feiras de verão que prometem revitalizar o setor. Criadores e técnicos estão otimistas, especialmente em um contexto de recuperação dos preços da lã e da carne ovina, que incentivam novos investimentos em genética e aprimoramento dos rebanhos.

Expectativa positiva para os eventos

A 18ª Agrovino, que ocorre de 13 a 17 de janeiro em Bagé, dá o pontapé inicial na programação. Em seguida, a 48ª Feira de Ovinos de Verão será realizada de 22 a 24 de janeiro em Sant’Ana do Livramento. O calendário ainda inclui a 42ª Feovelha, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro em Pinheiro Machado, e a 48ª Expofeira de Ovinos de Verão, de 4 a 8 de fevereiro em Herval. O ciclo se encerra com a 52ª Exposição de Ovinos Meia Lã, de 27 de fevereiro a 1º de março em Jaguarão.

Oportunidades e investimentos

De acordo com Edemundo Gressler, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o setor está vivenciando uma recuperação. “Estamos vendo uma melhora significativa no mercado da lã, especialmente nas lãs mais finas, que voltaram a ter valorização. Não é um cenário de euforia, mas é um avanço importante”, afirma.

Na esfera da carne ovina, o preço do quilo do cordeiro, que atualmente gira em torno de R$ 14, também é considerado positivo. Essa valorização cria um ambiente mais seguro para os produtores, fazendo com que as feiras se tornem vitais para a aquisição de reprodutores e matrizes de qualidade.

Feiras como ponto de conexão

As feiras de verão desempenham um papel crucial ao conectar o mercado com as necessidades de investimento. Gressler enfatiza que as exposições reúnem não apenas comercialização, mas também campeonatos, julgamentos e mostras de artesanato, refletindo a dedicação das entidades organizadoras. “Fazer uma feira não é simples, e esse trabalho merece ser reconhecido”, destaca.

Outro aspecto relevante é o alinhamento das feiras com o período reprodutivo dos rebanhos. A compra de reprodutores durante este período é estratégica, pois se encaixa diretamente no ciclo produtivo.

Chamado ao investimento em genética

Gressler conclui que as feiras de verão são um convite claro para os produtores investirem em genética. “Manter a qualidade das lãs, avançar na precocidade dos cordeiros e acelerar o ganho de peso são objetivos que só se alcançam com genética. É isso que esse ciclo de exposições oferece”, resume.

As feiras de verão, portanto, não são apenas uma vitrine da ovinocultura, mas uma oportunidade de fortalecer o setor, promovendo o melhoramento contínuo e a valorização dos produtos ovinos no mercado.

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