Setor vê aumento significativo na demanda e contratações no final do ano.
PMI de serviços no Brasil alcança 53,7 pontos, refletindo a expansão mais rápida em um ano.
O PMI de serviços do Brasil registrou um crescimento notável, subindo de 50,1 pontos em novembro para 53,7 pontos em dezembro. Essa alta indica a expansão mais acelerada da atividade no setor de serviços em mais de um ano, conforme dados divulgados pela S&P Global. Leituras acima de 50 pontos geralmente sinalizam um aumento na atividade econômica.
Expectativa de crescimento e melhorias no setor
A diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna de Lima, destacou que o aumento nas vendas e na demanda por serviços foi substancial, refletindo um crescimento contínuo pela segunda vez consecutiva. O aumento na atividade foi impulsionado pela aproximação da temporada de festas, que historicamente eleva as vendas e a contratação de novos funcionários. Os provedores de serviços, em resposta ao aumento de novos pedidos, intensificaram as contratações, resultando no maior crescimento de empregos observado desde março.
Impactos das pressões inflacionárias e desafios futuros
O relatório também aponta que a inflação no setor de serviços mostrou sinais de desaceleração, com uma queda nas pressões inflacionárias e redução nos custos e preços industriais. Essa tendência ajudou a controlar a inflação geral do setor privado, proporcionando um ambiente mais favorável para o crescimento econômico. Contudo, apesar do otimismo, Pollyanna de Lima alertou sobre incertezas que podem surgir com as eleições de 2026, o que poderia afetar a confiança dos empresários.
PMI Composto e suas implicações
Além do PMI de serviços, o PMI Composto, que considera a atividade econômica conjunta dos setores de serviços e indústria, também apresentou um crescimento, subindo de 49,6 pontos em novembro para 52,1 pontos em dezembro. Essa é a primeira vez em nove meses que o setor privado apresenta sinais de expansão, reforçando a ideia de que o crescimento da atividade de serviços está sustentando a recuperação econômica, mesmo que a produção industrial continue em contração.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: Amanda Perobelli/Reuters



