Avanços em nanomagnetos prometem revolucionar tratamento do câncer ósseo

HL Creations/Shutterstock

Brasil e Portugal colaboram em pesquisa inovadora com potencial para regeneração óssea.

Pesquisa entre Brasil e Portugal desenvolve nanocompósitos que podem combater câncer ósseo e promover regeneração óssea.

Pesquisadores de Brasil e Portugal têm se destacado no desenvolvimento de nanocompósitos magnéticos que têm o potencial de revolucionar o tratamento do câncer ósseo. Os nanomagnetos são projetados para destruir tumores por meio da hipertermia e, simultaneamente, favorecer a regeneração do tecido ósseo.

Uma nova abordagem no tratamento do câncer ósseo

A pesquisa, publicada na revista Magnetic Medicine, apresenta uma inovação significativa ao unir tratamento e regeneração em um único procedimento, potencialmente minimamente invasivo. A equipe sintetizou nanopartículas magnéticas de óxido de ferro, que foram revestidas com vidro bioativo. Este revestimento não apenas ajuda na formação de apatitas, minerais semelhantes à fase inorgânica do osso, mas também permite que as partículas sejam aquecidas por um campo magnético alternado, levando à morte das células tumorais.

Benefícios da tecnologia desenvolvida

As nanopartículas apresentadas no estudo oferecem uma série de vantagens:
Destruição de Tumores: O aquecimento gerado pelas nanopartículas é direcionado para as células tumorais, promovendo a ablação do tumor de forma eficaz.
Regeneração Óssea: O revestimento bioativo estimula a formação de novo tecido ósseo, o que é crucial após a eliminação do tumor.

  • Minimamente Invasivo: A abordagem proposta visa reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos mais invasivos, oferecendo uma alternativa com menos riscos e recuperação mais rápida.

A autora correspondente do estudo, Ângela Andrade, do Departamento de Química da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), destaca que diferentes formulações foram testadas. “A formulação com maior teor de cálcio apresentou a mineralização mais rápida e a resposta magnética mais intensa, tornando-se uma candidata ideal para aplicações biomédicas”, afirma.

A importância da pesquisa

Embora o câncer ósseo seja relativamente raro, sua gravidade é alarmante. Estima-se que ele responda por cerca de 0,4% das mortes por câncer e 0,2% dos novos casos nos EUA em 2025. O câncer ósseo pode causar fraturas e perda de mobilidade, resultando em elevada taxa de mortalidade em estágios avançados. Portanto, inovações como estas são vitais para melhorar as opções de tratamento.

Além do foco no câncer ósseo, a pesquisa sobre magnetismo aplicado a doenças tem avançado significativamente. Desde nanossensores para detecção precoce até nanopartículas que são guiadas por imagem para destruir tumores, a combinação de tratamento e regeneração em um único material pode abrir novos caminhos na terapia oncológica.

Potencial para o futuro

“Este estudo oferece novos insights sobre como a química e a estrutura de superfície influenciam o desempenho de biomateriais magnéticos”, conclui Andrade. Os resultados abrem perspectivas para o desenvolvimento de materiais cada vez mais avançados, seguros e eficazes para uso clínico, sinalizando uma nova era na luta contra o câncer ósseo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *