Setor agrícola avança em inovação e sustentabilidade com novos registros.
Em 2025, Brasil registra 912 novos produtos de agrotóxicos e bioinsumos, destacando avanços na segurança alimentar.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou um balanço anual significativo em 2025, revelando um total de 912 registros de agrotóxicos e bioinsumos. Este número reflete um recorde histórico, especialmente na liberação de produtos biológicos e inovações regulatórias no setor.
Avanços na liberação de produtos
Dentre os 912 registros, foram concedidos:
323 produtos técnicos destinados ao uso industrial.
162 bioinsumos, o maior número já registrado no Brasil.
6 produtos técnicos com ingredientes ativos inéditos.
19 produtos formulados com novos ingredientes ativos.
Esses novos registros incluem substâncias como Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, e Fluazaindolizine, que prometem aumentar a eficiência no controle de pragas e doenças, além de contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis.
Importância dos bioinsumos
A crescente adoção de bioinsumos é um marco na agricultura brasileira, alinhando-se com as tendências globais de sustentabilidade. A diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia Soares, destacou que essa transformação é essencial para a agricultura sustentável e reafirma a liderança do Brasil em inovações neste campo.
Registro e fiscalização
O processo de registro de agrotóxicos no Brasil é rigoroso e envolve a participação de órgãos como Anvisa e Ibama. Em 2025, o Mapa também intensificou suas ações de fiscalização, resultando na suspensão de 34 produtos agrotóxicos e na apreensão de 1.946 litros de insumos ilegais.
A modernização regulatória
Para aumentar a transparência e a eficiência, o Mapa implementou o Ato nº 62, que centraliza a tramitação de pedidos de registro. A partir de setembro de 2025, todos os novos pedidos devem ser protocolados pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI/Mapa).
Esta mudança visa assegurar que os processos mantêm sua segurança jurídica e priorizam produtos que impactam menos a saúde e o meio ambiente.
Conclusão
O ano de 2025 marca um passo significativo na inovação do setor agrícola brasileiro, com um foco renovado na sustentabilidade e na competitividade. O Mapa continua a promover um ambiente regulatório que não apenas atende às demandas do agronegócio, mas também prioriza a saúde pública e a proteção ambiental.



