Pesquisador foi fundamental para a popularização do feijão-carioca no Brasil.
A morte de Luiz D'Artagnan de Almeida, conhecido como 'pai do carioquinha', representa uma grande perda para a pesquisa agropecuária no Brasil.
A agricultura brasileira sofreu uma grande perda com a morte de Luiz D’Artagnan de Almeida, na última sexta-feira (2). Reconhecido por sua contribuição à pesquisa agropecuária, especialmente pelo desenvolvimento do feijão-carioca, D’Artagnan foi um ícone na transformação da cultura do feijão no Brasil.
A trajetória de um pioneiro na pesquisa agropecuária
Luiz D’Artagnan ingressou no Instituto Agronômico (IAC) em 1967, o que marcou o início de sua longa e produtiva carreira. Durante 35 anos, ele esteve na antiga Seção de Leguminosas, onde sua atuação foi decisiva para a adoção de novas variedades de feijão, incluindo o carioquinha.
O impacto da variedade feijão-carioca
O feijão-carioca, que hoje representa cerca de 66% do consumo nacional, surgiu de grãos enviados ao IAC em 1966. D’Artagnan, junto com outros pesquisadores, analisou as características agronômicas e culinárias do material, que se mostraram promissoras, levando à sua validação e eventual lançamento em 1969.
Contribuições e reconhecimentos
A importância do trabalho de D’Artagnan vai além da pesquisa. Ele foi uma figura chave na estruturação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, que solidificou o feijão-carioca como padrão do mercado brasileiro. Reconhecido como ‘pai do carioquinha’, seu legado persiste na base científica que ainda orienta o melhoramento genético do feijão.
O que sua morte representa para a ciência agrícola
A morte de Luiz D’Artagnan de Almeida é uma grande perda para a ciência agrícola no Brasil. Seu trabalho não só transformou a cultura de feijão, mas também contribuiu significativamente para a alimentação de milhões de brasileiros, reforçando a importância da pesquisa pública no desenvolvimento do agronegócio nacional. Seu legado continuará a influenciar as gerações futuras de pesquisadores e agricultores.


