A data de 10 de fevereiro é dedicada ao feijão, grão que vai além da função de acompanhamento nas refeições e se consolida como símbolo da identidade nacional e da segurança alimentar. Reconhecida como ferramenta para a sustentabilidade global, a celebração é promovida pelo país, que registra um consumo anual médio de 12,8 kg por pessoa em 2023, menor do que os 18,8 kg de décadas anteriores.
Suas raízes remontam a cerca de 10 mil anos na região do Peru, mas foi no Brasil que o feijão ganhou destaque na culinária local. A cultura portuguesa e a influência africana transformaram o grão em protagonista de pratos emblemáticos, como feijoada, baião de dois e feijão-tropeiro, consolidando seu lugar como peça central da gastronomia brasileira.
Além do valor cultural, o feijão é considerado um superalimento por sua composição nutricional, que inclui proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas do complexo B. Seu consumo regular contribui para a redução da hemoglobina glicada em pacientes com diabetes tipo 2 e oferece benefícios distintos nas variações, como o alto teor de antioxidantes do preto e fradinho ou as fibras e proteínas do branco, importantes para a manutenção muscular.
As exportações brasileiras alcançaram 500 mil toneladas no último ciclo, impulsionadas por investimentos em tecnologia e irrigação, especialmente na terceira safra. O avanço técnico permite maior eficiência e produção de qualidade, reforçando a importância do feijão tanto na mesa do brasileiro quanto no mercado internacional.

