Pesquisadores avançam na tentativa de localizar a Luna 9, espçonave que fez o primeiro pouso suave na Lua em 3 de fevereiro de 1966 e enviou as primeiras imagens de outro corpo celeste. O sucesso da missão levou a União Soviética à frente dos Estados Unidos na corrida espacial, anos antes do histórico pouso da Apollo 11.
Apesar de seu feito pioneiro, a posição exata da sonda ficou desconhecida desde o fim de sua operação, quando dados imprecisos e o mecanismo de aterrissagem — baseado em uma cápsula esférica que quicava antes de se estabilizar — impediram sua identificação. Em 2009, imagens do Lunar Reconnaissance Orbiter (LROC) revelaram que a Lua 9 não estava onde se acreditava, indicando que suas coordenadas poderiam estar a quilômetros de distância.
Um grupo de cientistas, liderado por um pesquisador britânico, aplicou um algoritmo de aprendizado de máquina chamado You-Only-Look-Once–Extraterrestrial Artefact (YOLO-ETA) para analisar uma área lunar de 4,9 km por 4,9 km. O sistema detectou um pixel brilhante e duas manchas escuras ao lado, que poderiam ser o módulo esférico e partes da estrutura de pouso da sonda, ainda que o resultado não confirme sua localização.
Paralelamente, um comunicador científico de origem russa mobilizou voluntários para revisar imagens da região em uma iniciativa colaborativa, cobrindo 99,7 km de extensão. Ele também estudou fotografias panorâmicas captadas pela própria sonda durante sua missão para buscar indícios visuais, mantendo o esforço independentemente dos resultados da IA.

