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Taxas de inflação e deflação na china reforçam desafios econômicos persistentes

Indices de preços mostram inflação ao consumidor e deflação ao produtor ainda frágeis no primeiro mês de 2023, mesmo com esforços para equilibrar oferta e demanda.
Atividade comercial em Pequim reflete cenário de demanda interna ainda delicado

Os índices de preços na China reforçaram, em janeiro, a persistência de um cenário econômico desequilibrado. A inflação ao consumidor subiu apenas 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo do esperado, enquanto o índice ao produtor registrou queda de 1,4%, marcando o segundo mês seguido de redução mais moderada na deflação.

Os dados indicam que a demanda interna segue fraca, mesmo após promessas repetidas de ajustes que estimulem consumo e renda. Economistas avaliam que o ritmo atual de recuperação da inflação deve se estender até pelo menos 2026, com projeções de alta de 0,9% no acumulado do ano.

A queda nos preços da carne suína e dos ovos influenciou a redução de 0,7% nos alimentos, embora frutas e verduras tenham apresentado alta. Serviços avançaram 0,1%, e a energia registrou queda mais forte, contribuindo para a moderação no índice geral ao consumidor.

A comparação anual foi afetada pela base de preços elevada do ano anterior, inclusive pela proximidade do Ano Novo Lunar, feriado que elevou os custos de alimentos e serviços em janeiro de 2022 e deve ocorrer apenas na metade de fevereiro neste ano.

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