O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que até a noite de terça-feira, 10, pelo menos 22 brasileiros perderam a vida e 45 continuam desaparecidos em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia. Essas informações são coletadas a partir de dados fornecidos por autoridades ucranianas e são monitoradas de perto pelo órgão brasileiro.
Grande parte dos brasileiros que foram atraídos para o conflito consiste em jovens recrutados pela internet, com promessas de dinheiro, experiência militar ou reconhecimento. A Ucrânia possui um site em português destinado ao recrutamento de estrangeiros, com o objetivo de incentivar a participação de brasileiros nas hostilidades.
O Itamaraty alerta sobre os riscos e consequências legais do alistamento, destacando que os brasileiros que se juntam a forças estrangeiras podem enfrentar persecução penal, tanto em Cortes internacionais quanto no Brasil, com base na legislação nacional. Além disso, a Embaixada do Brasil em Kiev aconselha que brasileiros evitem entrar ou permanecer na Ucrânia enquanto o conflito e a lei marcial estiverem em vigor.
O ministério também ressalta as dificuldades enfrentadas por aqueles que se arrependem de ter se alistado e tentam retornar ao Brasil. A assistência consular pode ser severamente limitada devido aos contratos firmados com as Forças Armadas de outros países. É importante frisar que não há obrigação legal do governo brasileiro em custear passagens ou o retorno dos cidadãos do exterior, e recomenda-se que ofertas de trabalho em Exércitos estrangeiros sejam recusadas.

