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Defesa de ex-deputada não consegue trocar juízas de processo de extradição em Roma

A Corte de Apelação de Roma rejeitou o pedido da defesa de Carla Zambelli para substituição das juízas que analisam sua extradição ao Brasil, e audiência sobre o caso foi mantida.

A defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) teve seu pedido de substituição do grupo de juízas rejeitado pela Corte de Apelação de Roma nesta terça-feira. A decisão mantém a audiência marcada para esta quarta-feira, às 6h (horário de Brasília), na qual será avaliado o mérito do pedido de extradição da ex-parlamentar para o Brasil, após duas condenações definitivas pelo Supremo Tribunal Federal.

A sessão, realizada sem público por causa da ausência inicial de uma intérprete, começou às 8h30 e encerrou às 10h50. O parecer final foi divulgado apenas às 13h30, e a juíza que presidiu o colegiado foi Noemi Coraggio, com participação das magistradas Vilma Passamonti e Ilaria Amaru. Zambelli participou por videoconferência da penitenciária feminina de Rebibbia, com vestimenta formal e em uma sala vazia monitorada.

Os advogados da ex-deputada, os irmãos Sammarco, anunciaram que recorrerão à Corte de Cassação após a rejeição do pedido. Eles alegaram falta de imparcialidade das juízas devido a decisões anteriores consideradas favoráveis à extradição e à recusa de provas solicitadas pela defesa. O recurso deve ser apresentado em até 15 dias.

A extradição de Zambelli vem sendo discutida desde seu pedido de adiamento em dezembro. Especialistas indicam que tais pleitos são estratégias para prolongar sua permanência no país, visto que a Itália já havia aceitado a extradição em outubro. As condenações pelo STF incluem pena por contratação de hacker e outra por sacada de arma em perseguição a um homem em São Paulo.

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