A vacinação contra dengue para 1,2 milhão de profissionais da atenção primária se iniciou nesta semana. Trabalhadores como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e outros cadastrados no SUS que mantêm contato direto com pacientes estão entre os prioritários, segundo o ministro Alexandre Padilha.
A campanha utiliza a vacina brasileira do Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e produzida integralmente no país. O imunizante é considerado um avanço estratégico para a autonomia nacional na fabricação de vacinas, com 650 mil doses já enviadas aos estados.
A ampliação para a população geral, de 15 a 59 anos, está planejada para o segundo semestre. A medida começará pelos grupos mais elevados dessa faixa etária, após o Butantan aumentar sua capacidade produtiva. Desde janeiro, estudos clínicos com adolescentes e adultos em três municípios-piloto — Botucatu, Maranguape e Nova Lima — avaliam o impacto da vacina na dinâmica da dengue.
Em 2025, casos e mortes pela dengue caíram 74% e 72%, respectivamente, em relação ao ano anterior. Apesar da redução, o alerta para ações de prevenção contra o Aedes aegypti segue válido em todo o país, conforme o Ministério da Saúde.

