Centenas de manifestantes se reuniram no centro de Caracas para exigir a libertação total de opositores ainda detidos na Venezuela. A mobilização, liderada por familiares, juristas e ex-presos políticos, enfrentou o bloqueio de forças de segurança nas imediações dos edifícios do regime chavista.
Apesar das restrições, o grupo conseguiu ocupar o entorno da Assembleia Nacional e adiar a votação da controversa Lei de Anistia proposta pela ditadura. Os manifestantes afirmaram que o texto da lei não garante liberdade para todos os detidos por motivação política e não prevê reparações às vítimas, além de não estabelecer mecanismos para evitar a repetição das violações de direitos humanos.
Andreína Baduel, filha do general Raúl Isaías Baduel, que morreu na prisão, criticou a proposta, destacando que sua família enfrenta 18 anos de perseguição política. Ela alertou que a lei em sua forma atual excluiria mais da metade dos presos políticos e que o governo optou por ignorar os apelos por diálogo.
O clima de desconfiança aumentou com a nova prisão do opositor Juan Pablo Guanipa, que foi libertado no domingo, mas preso novamente após participar de caravanas em defesa dos presos políticos. Seu filho informou que ele está sob prisão domiciliar, mas ainda é considerado um preso injustamente condenado.

