O sociólogo de esquerda Jessé Souza publicou um vídeo em que associa o financiamento do agressor sexual Jeffrey Epstein ao "lobby judaico". A Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenou o conteúdo e classificou as declarações como disseminação de ódio contra judeus.
No vídeo, Souza afirmou que Epstein seria "o produto mais perfeito do sionismo judaico" e um reflexo de um suposto "supremacismo racial judaico e sionista", mas não apresentou provas. Após a repercussão negativa, ele apagou o vídeo e publicou outro, pedindo desculpas por não ter diferenciado os "lobbies sionista e judaico", mas mantendo críticas ao sionismo.
Entidades judaicas repudiaram a associação de Epstein ao judaísmo. A Conib destacou que Souza atribuiu responsabilidade coletiva aos judeus pelos crimes de Epstein, e o novo vídeo ainda mantém ataques, agora direcionados a "sionistas". A Stand With Us Brasil também divulgou uma nota de repúdio ao conteúdo.
Jessé Souza presidiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada durante o segundo mandato de Dilma Rousseff e é autor de obras como A Elite do Atraso. Em 30 de janeiro, a Casa Branca tornou públicas cerca de 3 milhões de páginas relacionadas à investigação contra Epstein, conforme uma lei sancionada por Donald Trump que determinou a divulgação desse material.

