Uma operação conjunta da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal desvendou um esquema de fraudes que pode ter gerado prejuízos de até R$ 30 milhões no programa Farmácia Popular. A ação, batizada de "Over the Counter/Sem prescrição", incluiu mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens de investigados, com foco em empresas e pessoas suspeitas de desviar recursos federais.
As investigações apontaram que o esquema operava por meio da simulação de vendas de medicamentos que nunca chegaram a ser entregues aos pacientes. Farmácias credenciadas ao programa registravam transações fictícias para obter reembolsos do governo, utilizando dados de terceiros sem autorização para dar aparência de legalidade às operações.
Em alguns casos, o grupo adquiria CNPJs de estabelecimentos já habilitados no sistema e transferia a titularidade para pessoas exploradas como “laranjas”. Isso permitia que vendas inexistentes fossem lançadas no sistema do programa, garantindo o recebimento indevido de valores públicos.
A investigação teve início após denúncias de cidadãos que identificaram o uso irregular de seus dados pessoais em compras de medicamentos que não realizaram. A atuação integrada entre as autoridades visa não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também reforçar o controle sobre o sistema, protegendo os recursos destinados ao atendimento da população que depende de medicamentos subsidiados ou gratuitos.

