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Isenção do IR impulsiona renda e consumo no varejo e reduz imposto para grupos específicos

A reforma tributária altera descontos no Imposto de Renda, beneficiando milhões de brasileiros com aumento de renda e afetando diretamente as vendas do varejo. Economista destaca impacto positivo no consumo e redução da taxa para altos rendimentos, com reflexos nos resultados das empresas até meados de 2026.
Foto: Consumidora em loja de Nova York (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e os descontos para quem recebe até R$ 7.350 devem gerar um aumento nas vendas do varejo. O benefício já pode ser observado nos balanços das empresas listadas em bolsa a partir do primeiro trimestre de 2026, com ganhos mais expressivos para o setor nos próximos meses.

A medida abrange entre 15 milhões e 18 milhões de declarações, liberando uma quantia mensal média de R$ 312,89 para os trabalhadores de menor renda. Apesar do valor ser reduzido, a escala do público beneficiado promete elevar a renda real disponível em 4,5% no país em 2026, com 0,6% desse crescimento diretamente vinculado à isenção e descontos do IR.

Além disso, a tributação dos dividendos e a introdução de alíquota mínima progressiva para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais afetam um grupo bem menor, entre 140 mil e 150 mil pessoas. Esse ajuste não deve compensar os ganhos de consumo das faixas de menor renda, devido à maior propensão à gastar, que chega a 70% entre os beneficiados, contra 5% dos que terão redução de renda.

O efeito líquido da reforma pode injetar R$ 26,2 bilhões na economia, com R$ 20,9 bilhões liberados para trabalhadores do setor formal e R$ 5,3 bilhões para servidores públicos. No curto prazo, as varejistas devem sentir um impacto positivo e relevante no consumo ainda no primeiro semestre de 2026.

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