A produção brasileira de noz-pecã na safra de 2026 deve ser significativa, com estimativas de alcançar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas. Essa recuperação é impulsionada pela alta carga de frutos nos pomares e pela entrada de novas áreas em produção, apesar da pressão fitossanitária causada por chuvas acima da média desde a primavera.
O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, menciona que a produção está se aproximando dos volumes de 2023, com potencial para superá-los. Mesmo com uma safra maior em 2026, a combinação de demanda externa e a abertura de novos mercados pode manter os preços estáveis, especialmente para lotes de melhor qualidade.
Wallauer também destaca que o cenário internacional tem ampliado as expectativas para o setor, com empresas e investidores atentos às oportunidades de exportação. Os preços da noz norte-americana estão em um patamar interessante, e a falta de estoques relevantes nos Estados Unidos e México mantém o mercado aquecido.
O coordenador técnico do Instituto, Jaceguáy Barros, alerta para as condições climáticas atípicas e os desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Ele menciona a ocorrência de antracnose em algumas áreas, destacando que as chuvas e temperaturas elevadas têm causado problemas nos pomares e exigido equipamentos mais potentes para a pulverização fitossanitária.

