Vários economistas chineses destacam a necessidade de flexibilizar as restrições à entrada e saída de recursos do país. Eles argumentam que a fraqueza do dólar oferece uma oportunidade histórica para aumentar a conversibilidade do yuan no cenário global.
Miao Yanliang, estrategista-chefe da China International Capital Corp., afirmou que as condições se tornam favoráveis para essas reformas, que poderiam ocorrer sem provocar saídas maciças de capital. Ju Jiandong, professor de finanças da Universidade Tsinghua, considera que este e o próximo ano representam uma "janela estratégica" para abrir a conta de capital, pois a valorização do yuan cria um ambiente favorável.
As declarações seguem os comentários do presidente Xi Jinping, que expressou a ambição de tornar o yuan amplamente utilizado no comércio e nas finanças globais. As recentes publicações reforçam as especulações sobre uma possível maior liberdade de fluxo de capitais na estratégia da China para o uso internacional do yuan.
Influentes vozes na academia e no setor financeiro discutem a possibilidade de ceder mais controle em um contexto de desconfiança em relação ao dólar. A China, que mantém um regime de câmbio flutuante administrado para o yuan, sinaliza uma maior ambição de reformar sua moeda e a conta de capital, conforme o compromisso de avançar na internacionalização do yuan até 2030.

