O resultado das eleições gerais brasileiras em outubro dependerá de duas questões: a criminalidade e o bolso dos eleitores. A difícil situação fiscal, o avanço dos interesses de grupos poderosos, os excessos de benefícios aos servidores públicos e o complexo sistema tributário do país são os principais desafios a serem enfrentados.
A presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem apostado que a economia o levará à reeleição, com um crescimento anual em torno de 3%, que superou as expectativas nos últimos três anos. Além disso, a inflação anual está em 4,3% — baixa para os padrões brasileiros — e o desemprego se encontra em nível recorde de baixa.
A oposição a Lula pinta um quadro mais sombrio, afirmando que o país está em uma “crise fiscal”. Especialistas financeiros também alertam para uma recessão iminente. A dívida brasileira é insustentável na trajetória atual, com a dívida pública bruta do país chegar a 99% do PIB em 2030, bem acima dos 62% observados em 2010.
A Economia do Brasil também é prejudicada pela capacidade de grupos poderosos de arrancar benefícios de qualquer governo — muitos deles inscritos diretamente na Constituição. A possibilidade de o Brasil atingir seu potencial depende de os parlamentares eleitos em outubro terem coragem de enfrentar esses interesses arraigados.

