O dono do X estaria vendendo acessos a contas premium para líderes iranianos, mesmo enquanto os critica publicamente. Funcionários do governo local, agências estatais e veículos de comunicação teriam adquirido o privilégio, que inclui selo azul de verificação e propaganda patrocinada pela plataforma.
A ampliação do alcance de mensagens desses perfis ocorreu em meio a restrições impostas ao povo local, que enfrentava bloqueio quase total de internet. Além disso, o X permitiu propagandas sem filtros, enquanto a população sofria com a repressão dos protestos contra a desvalorização do rial e a crise econômica.
Entre as contas beneficiadas, estava a do assessor sênior do líder supremo do Irã, que detém mais de 120 mil seguidores. Esse mesmo funcionário, alvo de sanções dos EUA por participação na repressão aos manifestantes, respondeu a Trump em seu próprio X, chamando o ex-presidente americano de 'principal assassino' do povo iraniano.
Em paralelo, o bilionário trocou o emoji da bandeira iraniana no X e anunciou acesso gratuito à internet via Starlink, única forma de conexão disponível no país à época. A rede social, antes conhecida como Twitter, também teria perdido contas com verificação azul após divulgação do caso.

