O senador Eduardo Girão afirmou que não há mais base política e institucional para que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, permaneça no cargo. Durante uma entrevista, ele defendeu a continuidade do pedido de impeachment protocolado no Senado e pediu uma reação imediata da Casa.
Girão destacou que o requerimento, que foi apresentado em conjunto com outros senadores, ganhou novo fôlego após novas informações sobre o caso do Banco Master e a atuação de autoridades. Ele acredita que o ambiente é favorável para tanto o impeachment quanto para a instalação de comissões de investigação, mencionando uma CPI de sua autoria com dezenas de assinaturas.
O senador criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsabilizando-o pela paralisação das pautas relacionadas a temas sensíveis. Girão argumentou que o Senado corre o risco de perder legitimidade se não agir rapidamente, enfatizando que a Casa não pode se tornar uma moeda de troca.
Ele também relacionou o momento atual à chamada “República do Sigilo”, pedindo uma apuração mais profunda sobre o caso do Banco Master e conexões com autoridades, além de mencionar o papel de ministros do Supremo. Girão reafirmou seu compromisso em mobilizar colegas para avançar nas investigações e pressionar pela análise dos pedidos já protocolados.

