A audiência para discutir a extradição de Zambelli teve início na quarta-feira (11) e foi suspensa após a manifestação do Ministério Público italiano e de um advogado da ex-deputada. Na quinta-feira (12), o representante do governo brasileiro e mais um advogado de defesa prestaram depoimento.
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, país onde possui passaporte, após ter sido condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A então deputada deixou o Brasil antes de se esgotarem os últimos recursos contra a sentença, e o crime foi cometido a mando dela em 2023.
O julgamento sobre a extradição, solicitada pelo Brasil, já havia sido adiado mais de uma vez pelo tribunal italiano. O juiz responsável entendeu ser necessário mais tempo para a análise de documentos, uma situação que ocorreu em dezembro e janeiro. Na terça-feira (10), a Justiça italiana negou um pedido da defesa para substituir os juízes, que foi alegado como parcial.
Zambelli, desde sua saída do Brasil, foi condenada pelo Supremo por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, episódios que ocorreram em outubro de 2022. Consequentemente, seu mandato foi cassado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, mesmo após a Câmara ter aprovado a manutenção do cargo, devido à incompatibilidade da pena em regime fechado com o mandato parlamentar.

