O Tayayá Resort foi listado entre as empresas favorecidas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para apoiar setores como turismo durante a pandemia. Na época em que os benefícios foram concedidos, parte do resort ainda pertencia à Maridt Participações S.A., da qual o ministro do STF, Dias Toffoli, é sócio.
Durante o período de apuração entre abril de 2024 e março de 2025, o Tayayá, registrado como Tayayá Administração e Participações Ltda., foi mencionado 12 vezes, acumulando mais de R$ 1 milhão em desoneração fiscal. Esse total representa tributos federais que deixaram de ser pagos, incluindo isenções de R$ 213,5 mil em PIS/Pasep e R$ 466,9 mil em Cofins, que estavam no pacote de renúncias para o setor de eventos e turismo.
O empreendimento, localizado no interior do Paraná, foi gradualmente desvinculado da Maridt. Em setembro de 2021, a empresa começou a vender sua participação, transferindo parte das cotas a um fundo administrado pela Reag, e finalizando a negociação em fevereiro de 2025 com a venda da totalidade restante para a PHB Holding.
Estabelecido em 2021, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Perse visava mitigar os danos econômicos enfrentados por empresas devido às restrições de funcionamento. O programa, que permitiu a suspensão temporária de tributos federais, foi encerrado no primeiro semestre de 2025, após alcançar o limite de R$ 15 bilhões em renúncias fiscais, com o Tayayá como um dos beneficiários enquanto ainda mantinha ligações com a empresa da família do ministro.

