A Procuradoria-Geral da República denunciou Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por crime de coação, vinculando suas ações às sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal e o Brasil. Segundo o MPF, os denunciados incitaram autoridades estrangeiras, especialmente o presidente dos EUA, a aplicarem sanções comerciais ao Brasil, buscando influenciar o Judiciário nacional.
Em julho do ano passado, o governo dos EUA impôs uma redução de 50% na importação de produtos brasileiros, como parte de uma medida anunciada por Donald Trump. Na ocasião, Eduardo Bolsonaro criticou o presidente Lula e afirmou que Trump via o Brasil como uma ditadura. Posteriormente, o governo dos EUA revogou a sobretaxa sobre as exportações brasileiras.
A denúncia do MPF também menciona o impacto nas decisões do Poder Judiciário nacional, destacando que, em julho de 2025, os vistos de ministros do STF foram cancelados, com apenas três membros escapando da punição. Em 30 de julho do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes foi sancionado, o que lhe impediu de manter relações comerciais com empresas americanas.
As sanções contra Moraes e sua esposa foram retiradas em dezembro, mesmo mês em que Eduardo Bolsonaro perdeu seu cargo de deputado federal. Jair Bolsonaro, mencionado por Trump devido ao tarifaço, foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma suposta trama golpista e atualmente cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda.

