Uma placa de vídeo Nvidia, voltada para uso profissional, chega ao mercado chinês com especificações distintas das originais. A RTX 6000D, nesse caso, inclui 28 chips de memória GDDR7, cada um com 3 GB, resultando em um total de 84 GB. Porém, dois slots de memória permanecem vazios, o que reduz a interface para 448-bit ao invés dos 512-bit da RTX PRO 6000, que serve como referência.
Apesar da configuração incomum, o layout do PCB (placa de circuito impresso) mantém semelhanças com o modelo completo. A RTX 6000D chinês também apresenta capacidade energética limitada a 600W, mas opera em torno de 420W devido às restrições impostas pela Nvidia. Além disso, o cooler passivo é idêntico ao da versão original.
As restrições aplicadas pela Nvidia em GPUs de topo de linha para a China não são exclusividade da linha profissional. A RTX 5090, por exemplo, teve uma versão alternativa com desempenho inferior, chegando a ser comparada à RTX 4090 completa. Nesse caso, a RTX 5090D não apresentou ganho significativo sobre a placa original.
Tanto Nvidia quanto AMD enfrentam políticas dos EUA que limitam o envio de chips avançados para o mercado chinês. Isso obriga as empresas a oferecerem versões capadas de seus processadores gráficos, que ainda não chegam perto do desempenho dos produtos desenvolvidos localmente pelo país.

