Os últimos indicadores de inflação ao consumidor e a solidez no mercado de trabalho nos Estados Unidos sugerem que o Federal Reserve continuará firme na faixa atual de juros, entre 3,50% e 3,75%. Um dado mais brando do CPI em janeiro, com alta de 0,2% no mês e 2,4% em 12 meses, reforça a estratégia, ainda que o índice permaneça acima da meta de 2% estabelecida pela instituição.
O FedWatch, ferramenta que monitora expectativas de mercado, indica pouca perspectiva de cortes em março, com apenas 9,7% de chance, enquanto em abril a probabilidade sobe para 28,1%. Em junho, a previsão de uma redução de 0,25 ponto percentual chega a 50,2%, mostrando cautela na condução da política monetária enquanto a inflação e o emprego ainda apresentam sinais mistos.
Os preços de serviços avançaram 2,9% nos últimos 12 meses, o que mostra que, mesmo com o ritmo mais gradual da desinflação, esse segmento mantém pressões persistentes. Economistas avaliam que o núcleo da inflação ainda exige atenção, especialmente após o aumento das tarifas comerciais impostas pelo governo americano no ano anterior.
A decisão de manter os juros elevados depende de novos dados, que devem ser divulgados ainda neste mês sobre inflação e emprego. Com isso, a expectativa é que a retomada de cortes comece somente no segundo semestre de 2026, caso a tendência de desaceleração se mantenha.

