Delcy Rodríguez, que ocupa a liderança interina na Venezuela, declarou que está comprometida com a realização de eleições "livres e justas". O anúncio foi feito em um momento de questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral do país.
Em entrevista ao canal NBC, ela afirmou que o processo seguirá as diretrizes da Constituição, ressaltando que o diálogo político será fundamental para definir o calendário eleitoral. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy, mencionou que o país não realizará eleições até que as autoridades considerem necessário estabilizar a situação, sem entrar em detalhes sobre o que isso implica.
Críticos frequentemente levantam dúvidas sobre as eleições na Venezuela, especialmente a de 2024, que a oposição classifica como fraudulenta e que não é reconhecida por países como os Estados Unidos e a União Europeia. Delcy reafirmou que Nicolás Maduro continua sendo visto como o "presidente legítimo" do país e, ao ser questionada sobre quem governa, respondeu que está à frente da presidência.
Ela também enfatizou a importância de um "país livre de sanções" para o processo eleitoral, considerando isso uma questão de justiça para a Venezuela e seu povo. Delcy mencionou que está em conversas com autoridades dos EUA e que recebeu um convite para visitar Washington, mas ainda está analisando a decisão sobre a viagem.

