A viagem ao planeta Marte não possui um tempo de percurso fixo, pois a distância entre a Terra e Marte muda constantemente devido ao movimento dos planetas em torno do Sol. As naves não seguem uma linha reta; em vez disso, utilizam uma trajetória elíptica chamada de transferência de Hohmann, que é planejada para economizar energia e combustível. Isso permite que a nave chegue a Marte em cerca de sete a nove meses.
Contudo, as janelas de lançamento são limitadas, ocorrendo a cada aproximadamente vinte e seis meses. Durante esses períodos, a alocação das órbitas dos planetas favorece as missões. Fora dessas janelas, o tempo de viagem pode aumentar significativamente, resultando em uma permanência mais longa no espaço para a nave e sua tripulação.
Para missões tripuladas futuras além da órbita da Terra, a agência espacial dos Estados Unidos planeja usar a nave Orion, que será lançada pelo foguete Space Launch System (SLS). O SLS é projetado para ser mais potente do que o Saturn V, que realizava as missões Apollo para a Lua. Essa combinação é essencial para o transporte de tripulações e cargas em missões prolongadas no espaço profundo.
O primeiro teste do sistema ocorreu em 2022 com a missão Artemis 1, onde a cápsula Orion fez uma viagem ao redor da Lua. A missão Artemis 2, programada para março de 2026, deverá levar astronautas em um voo semelhante, representando um passo importante na preparação para futuras viagens a Marte.

