O ministro Dias Toffoli, do STF, recebeu uma nota de apoio dos colegas após uma declaração de amizade do ministro Flávio Dino. Dino sugeriu que o tribunal divulgasse um texto reconhecendo a inexistência de suspeição ou impedimento, liberando o caso para um novo relator.
Esse impasse surgiu quando a Polícia Federal investigou Toffoli sem autorização do STF, o que, segundo ministros, poderia invalidar os atos realizados. Enquanto alguns defendiam a saída de Toffoli da relatoria para reduzir a pressão política, outros acreditavam que ele não tinha impedimentos legais. Cármen Lúcia propôs que a suspeição fosse votada em plenário.
Na quinta-feira, o STF decidiu que não havia motivos para reconhecer suspeição, validando a atuação de Toffoli. Após essa decisão, Dino sugeriu a divulgação da nota de apoio, mesmo após a saída de Toffoli da relatoria do caso do Banco Master, que envolvia negociação de títulos fraudulentos.
O gabinete de Toffoli negou qualquer relação pessoal ou financeira com o dono do Banco Master e ressaltou que a administração de sua empresa é feita por parentes. Dino, amigo de Toffoli há 20 anos, acreditava que o ideal seria resolver a situação administrativamente, com todos os ministros declarando apoio ao colega, afirmando que já havia uma maioria a favor de Toffoli.

