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Solo compactado e cultivares erradas prejudicam pastagens no verão no Rio Grande do Sul

A combinação de solos compactados e escolha inadequada de cultivares reduz a produtividade da pecuária gaúcha durante a estação mais quente. Soluções como o uso de materiais híbridos e a fosfatagem são apresentadas para evitar perdas significativas no pasto.
Foto: Projeto da Marajoara Laticínios leva benefícios para o pasto de propriedad

Produtores no Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades no verão não apenas pela escassez de chuvas, mas também devido à compactação do solo e à seleção incorreta de cultivares. Essa situação pode comprometer a qualidade das pastagens antes mesmo do primeiro pastejo, especialmente em regiões com predomínio de solos arenosos.

Solos arenosos, apesar de parecerem leves, sofrem com adensamento, processo que diminui a porosidade e impede a absorção de água. Variedades de raiz superficial agravam o problema, pois não conseguem explorar umidade em camadas mais profundas, ficando vulneráveis a períodos secos.

O capim caimã, híbrido desenvolvido a partir de braquiárias, apresenta vantagens como tolerância a estresse hídrico e encharcamento temporário, comuns após chuvas fortes. Além disso, pode suportar melhor quedas bruscas de temperatura e geadas leves, além de ter maior velocidade de rebrote após pastejos.

A fosfatagem correta é essencial para fortalecer o sistema radicular e permitir que o capim caimã alcance reservas de água mais profundas. O fósforo, quando aplicado junto ao nitrogênio, melhora a capacidade de expansão das raízes, garantindo pastagens mais resistentes e produtivas.

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