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Peru pode viver nova destituição presidencial em menos de uma década

Presidente interino enfrenta moção de censura e risco de se tornar o oitavo chefe de Estado afastado em dez anos.

O presidente interino do Peru, José Jerí, está sob suspeita de corrupção e tráfico de influência, o que pode levar à sua destituição. Entre as acusações, estão encontros secretos com empresários chineses, inclusive em visitas encapuzadas, e a concessão de contratos públicos a pelo menos cinco mulheres após reuniões no Palácio do Governo. Uma delas teria pernoitado no local na noite de Halloween.

Jerí assumiu a Presidência em outubro de 2025, após o Congresso afastar a então presidente Dina Boluarte por 'incapacidade moral permanente'. Ele havia substituído Pedro Carrilo, que também fora destituído do cargo, quando Dina era vice-presidente.

Apesar do recesso do Congresso, 78 das 130 assinaturas necessárias para a votação da moção foram coletadas. Como Jerí exerce cargo interino, sua saída poderá ser aprovada com metade mais um dos votos, em sessão marcada para 17 de dezembro.

A situação se agrava a menos de dois meses das eleições gerais agendadas para 12 de abril, com partidos que antes apoiavam Jerí agora se distanciando. Somente o fujimorismo permanece com respaldo ao atual chefe de Estado, que ganhou popularidade no início do mandato ao focar em reduzir a criminalidade.

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