O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou o arquivamento de um inquérito relacionado à ex-deputada federal Carla Zambelli por suposta coação e obstrução de investigação. Zambelli, que deixou o país no ano passado, havia prometido agir como outros políticos, mas Gonet argumenta que suas promessas não se materializaram em ações efetivas.
Em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, Gonet destacou que as investigações não encontraram provas de que Zambelli realmente tentou convencer autoridades europeias a influenciar instituições brasileiras. O pedido de arquivamento também menciona que a ex-deputada está presa em Roma, onde seu pedido de extradição está em julgamento.
A Polícia Federal já havia se manifestado contra o inquérito, afirmando que Zambelli não tomou medidas concretas para coagir a Corte. O relatório da PF indicou que, embora a ex-parlamentar tenha verbalizado suas intenções, não havia evidências de ações que comprometessem o andamento de processos penais.
Recentemente, a Corte de Apelação de Roma concluiu a fase de audiência sobre a extradição de Zambelli. Ela está detida desde 29 de julho na Itália, após ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça em 2023, um crime supostamente cometido a mando dela.

