O ministro Dias Toffoli considera que o presidente Lula é o principal responsável pela ação da Polícia Federal ao enviar um relatório ao Supremo Tribunal Federal. Conforme informações, Toffoli expressou a interlocutores próximos sua certeza de que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar diretamente ao Supremo o dossiê.
O dossiê contém registros de ligações, mensagens e transações envolvidas direta ou indiretamente com o ministro. Além disso, horas antes de Toffoli ser pressionado por outros ministros do STF a deixar a relatoria do processo, Lula se encontrou com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e solicitou rigor na apuração das fraudes associadas ao banco de Vorcaro.
Para o ministro do STF, Lula carrega uma mágoa antiga em relação a um episódio de 2019. A pessoas próximas, Toffoli teria afirmado que o petista busca vingança. Naquele ano, enquanto cumpria prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, um de seus irmãos, Genivaldo Inácio da Silva, conhecido como Vavá, faleceu.
A defesa recorreu ao Supremo, e a decisão coube a Toffoli, que presidia a corte na época. No entanto, o ministro liberou a autorização apenas minutos antes do enterro de Vavá e impôs a condição de que ele se encontrasse com a família em um quartel militar, onde o corpo do irmão poderia ser levado. Diante das restrições estabelecidas por Toffoli, Lula optou por não viajar.

