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Senadora e governador criticam irônia contra evangélicos e agronegócio em desfile pró-Lula

A senadora Damares Alves anunciou ações legais e o governador mineiro Romeu Zema declarou que levará o caso à Justiça após apresentação carnavalesca que ironizou apoio evangélico e ao agronegócio no enredo da Acadêmicos de Niterói.

A senadora Damares Alves (DF) classificou como ofensa direta à fé cristã e ao agronegócio o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no domingo, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela afirmou que a ridicularização de grupos evangélicos e a zombaria contra o setor rural, financiada com verbas públicas, configuram “perseguição religiosa” e questionou a participação de integrantes do governo no roteiro.

O desfile incluiu uma ala intitulada neoconservadores em conserva, que mostrou foliões dentro de latas cenográficas representando evangélicos, produtores rurais e apoiadores do regime militar. A apresentação foi interpretada como um ataque a parcelas da população que frequentemente se opõem ao governo federal atual.

O governador Romeu Zema (MG) também reagiu, alegando que o desfile promovido um “bloco dedicado ao preconceito religioso”. Ele destacou que 50 milhões de brasileiros evangélicos “pagam” pelo financiamento público do evento e anunciou que levará o caso à Justiça como um “crime”.

Foi a primeira vez que um presidente em exercício se tornou tema central de um desfile carnavalesco, com o enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil celebrando sua trajetória. O desfile ocorreu no Rio de Janeiro e teve acompanhamento do presidente no camarote oficial da Prefeitura da cidade.

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