A captura do ex-presidente Nicolás Maduro por militares norte-americanos, em janeiro, desencadeou mudanças na Venezuela. Desde então, foram liberados 444 detidos, porém mais de 600 pessoas continuam privadas de liberdade sob acusação política.
Familiares de presos políticos, muitos mantidos em carceragens como a Zona 7 de Caracas, realizaram uma greve de fome pela libertação. Durante o protesto, uma familiar teve problemas de saúde devido à falta de alimentação e precisou deixar o local.
Em janeiro, o novo governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, enviou um projeto de lei de anistia à Assembleia Nacional. O texto prevê a libertação dos detidos sem abrangência para crimes graves como homicídio doloso, tortura ou tráfico de drogas, mas ainda não foi votado dentro do prazo estabelecido.
O parlamento venezuelano é comandado por Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente e ex-presidente, e segue alinhado ao Partido Socialista Unido da Venezuela, força política ligada à implantação da ditadura no país, que inclui também Maduro e os irmãos Rodríguez.

