Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação apura possíveis vazamentos de informações da Receita Federal relacionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. Os alvos da operação não foram divulgados.
A ação foi autorizada pelo STF a partir de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e restrições de viagem ao exterior. O ministro Alexandre de Moraes solicitou essas medidas em um contexto de inquérito das Fake News.
Simultaneamente, a Receita Federal iniciou um rastreamento interno para verificar possíveis violações de sigilo fiscal de cerca de 100 pessoas, incluindo os ministros do STF. Os auditores realizarão aproximadamente 8.000 verificações cruzando dados de cerca de 80 sistemas da Receita. Os resultados serão enviados ao gabinete de Moraes e o processo está sob sigilo.
A suspeita recai sobre um funcionário do Serpro, que pode ter acessado indevidamente o sigilo fiscal da esposa de Moraes e a declaração de Imposto de Renda de um filho de outro ministro. As quebras de sigilo poderão ter consequências administrativas e criminais, e a Polícia Federal investigará a intenção por trás dos acessos. A tensão no STF aumenta em meio a uma crise relacionada à quebra do Banco Master, levando os ministros a considerar uma investigação interna sobre as condutas da Polícia Federal e da Receita.

