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Serpro e Receita Federal investigam vazamento de informações fiscais de ministros do STF

Servidor do Serpro cedido à Receita Federal é suspeito de acessar dados sigilosos de integrantes do STF e familiares, com possível repasse a terceiros. Operação da polícia envolve quatro colaboradores e usa ferramentas automatizadas para rastrear irregularidades.

A Receita Federal investiga suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares por um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) que atua no órgão no Rio de Janeiro. A operação, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 17, inclui mandados de busca e apreensão, além de quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal contra quatro servidores, todos afastados e submetidos a recolhimento domiciliar noturno.

O levantamento técnico, apoiado por ferramentas automatizadas, detectou acessos não autorizados e identificou tempo de consulta, downloads ou impressões de documentos. Além disso, foram verificados registros de acesso por procuração, abrangendo mais de cem pessoas, entre ministros e seus familiares diretos, como pais, mães, cônjuges e filhos, além de ex-cônjuges.

A apuração ganhou urgência após novos indícios de vazamento, já que o servidor estava sob investigação prévia por irregularidades. O caso se conecta com reportagens recentes sobre o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, e contratos envolvendo familiares de membros da Corte.

Desde 2023, a Receita reforçou controles para evitar acessos indevidos, com restrição de perfis e alertas automáticos. Ao menos três servidores foram demitidos após processos disciplinares concluídos, e dez outros ainda estão sob análise.

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