Christine Lagarde enviou mensagem para autoridades do BCE para esclarecer que segue dedicada ao trabalho na instituição e que as informará diretamente caso pense em renunciar. A comunicação foi interpretada como sinal de que a saída do banco central não será imediata, embora não tenha fechado a possibilidade de deixar o cargo antes de outubro de 2024.
O Financial Times publicou que Lagarde planejaria deixar a presidência antes das eleições francesas de 2027. A votação pode colocar a extrema-direita eurocética no poder, embora ainda não esteja definido se a França sairá da zona do euro.
A decisão do presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, de se aposentar, reforça a intenção de garantir o controle francês sobre a escolha de chefes em bancos centrais, sem interferências políticas. Autoridades do BCE avaliam que isso visa manter a independência e competência na seleção de futuros líderes.
O partido Reunião Nacional (RN) criticou as medidas, classificando-as como antidemocráticas. Se Lagarde renunciar antes do término do mandato, questionamentos sobre a autonomia do BCE em relação aos governos poderão crescer, conforme avaliado por integrantes da instituição.

