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Unafisco defende auditor fiscal após operação da PF em inquérito de vazamento de dados

A entidade afirma não haver provas de repasse de informações sigilosas ao auditor Ricardo Mansano, alvo da PF em investigação ligada a acesso indevido. Medidas cautelares incluem uso de tornozeleira eletrônica e proibição de saída do país. STF reconhece acessos ilegais ao sistema da Receita e entregas de dados a terceiros.

O presidente da Unafisco, Kleber Cabral, negou que o auditor fiscal Ricardo Mansano tenha efetuado vazamento de dados sigilosos. Cabral afirmou que há apenas indícios de acesso indevido, sem comprovação de que as informações foram repassadas a terceiros.

Mansano admitiu um acesso acidental ao CPF de Maria Carolina Feitosa, enteada do ministro Gilmar Mendes, durante uma busca por dados de uma ex-esposa de amigo. Ele esclareceu que já prestou explicações à Receita Federal sobre o ocorrido.

A operação da PF envolveu investigações contra quatro servidores, incluindo Mansano, por suspeita de acessar e divulgar informações fiscais de autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República e familiares. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes e incluem afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota, o STF destacou que foram identificados ‘diversos e múltiplos acessos ilegais’ ao sistema da Receita por servidores públicos, além de entrega de dados sigilosos a pessoas não autorizadas. O presidente da Unafisco criticou a desproporcionalidade das ações cautelares, ainda sem processo formal aberto contra o auditor.

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