A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira, uma ampla reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. O texto-base da reforma recebeu 135 votos a favor e 115 contra, sem abstenções, após quase dez horas de debates.
A proposta será encaminhada de volta ao Senado devido a alterações, como a exclusão de um artigo sobre licenças médicas. Após a aprovação do texto-base, os deputados iniciaram a votação de pontos específicos do projeto, mantendo a sessão aberta para uma análise mais detalhada.
Entre as principais mudanças, a reforma prevê a flexibilização na contratação de empregados, alteração nas regras de férias e a possibilidade de ampliar a jornada diária de trabalho de 8 para 12 horas. Outra medida autoriza o pagamento de salários em moeda estrangeira e impõe novos limites ao direito de greve, exigindo condições mínimas para o funcionamento de serviços durante paralisações.
O governo argentino comemorou a aprovação, destacando que a medida busca modernizar as relações trabalhistas no país. Defensores da nova legislação argumentam que as normas vigentes datam de 1974 e necessitam de atualização para atender às demandas do mercado de trabalho contemporâneo, com o objetivo de reduzir a informalidade e criar empregos formais.

