Recentes comentários na mídia têm destacado as ações do Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação a Alexandre de Moraes. O sociólogo Demétrio Magnoli questionou o funcionamento do STF, sugerindo que o tribunal estaria fora da lei. A jornalista da CNN, ao interrogar o presidente da Unafisco, Kléber Cabral, recebeu uma resposta que refletiu a apreensão sobre a falta de acesso ao processo judicial e a situação dos auditores fiscais, que enfrentam medidas severas sem julgamento.
A situação levanta questionamentos sobre a legitimidade das ações do Supremo, especialmente no contexto de críticas a Moraes. Cabral, que foi intimado a prestar esclarecimentos à Polícia Federal, fez parte da entidade que anteriormente defendeu o Estado Democrático de Direito, o que levanta questões sobre a coerência das posições assumidas.
O debate sobre as teorias conspiratórias utilizadas por Moraes para justificar suas decisões também é mencionado, com a imprensa agora se mostrando surpresa diante de práticas que já eram notórias. Desde 2019, um clima de estado policial tem sido instaurado, com ações que vão da censura a prisões preventivas, sempre sob a justificativa de proteção à democracia.
A reflexão que se impõe é sobre quem poderá limitar os excessos do Judiciário. O foco não deve estar apenas nas vítimas, mas na legitimidade dos métodos utilizados. A aceitação do estado de exceção contra adversários pode resultar em consequências duradouras para o sistema de justiça.

