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Engenheiro usa física para armazenar vegetais frescos em inverno de -40°C no Alasca

Sam Knapp, proprietário da Offbeet Farm, desenvolveu sistema de armazenamento com controle térmico e umidade artificial para manter alimentos frescos durante o frio extremo do Alasca. Projeto garante segurança alimentar local mesmo com cadeias de suprimentos fragilizadas, como ocorreu na pandemia.
Agricultor posando ao lado de legumes de inverno em ambiente preparado para arma

O agricultor Sam Knapp, ex-engenheiro de modelagem térmica e formado em química e física, transformou a produção de alimentos no Alasca com uma abordagem científica. Em Fairbanks, onde temperaturas de -40°C são comuns no inverno, ele identificou limitantes na conservação natural de vegetais, como a abóbora de inverno, que precisa de ambiente aberto e seco para endurecer a casca antes do armazenamento.

Com base em pesquisas no Google Acadêmico, Knapp projetou uma estrutura de 0,6 hectares que simula condições ideais de preservação. O galpão, construído sobre formas isolantes de concreto, controla a umidade e o calor gerado pelos vegetais durante o armazenamento, algo que adegas tradicionais não conseguiam manter por mais de dois meses na região.

O sistema funciona como um paradoxo térmico: ao mesmo tempo em que a temperatura externa cai, os vegetais seguem produzindo calor por metabolização. Ventiladores de resfriamento removem esse calor para manter a área interna próxima de 0°C, garantindo qualidade por meses. Knapp relatou que, mesmo com -25°C fora, a estação ajustada evita o desperdício.

Investido cerca de US$ 55 mil para construir o projeto por conta própria, o método mostra como tecnologia pode ser aplicada no campo de forma acessível. Estudo e prática permitiram a Knapp prolongar a vida dos alimentos locais, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a autonomia da comunidade.

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