O governo brasileiro oficializou um aumento no imposto de importação que afeta mais de mil itens, especialmente na área de tecnologia e telecomunicações. Essa elevação nas alíquotas chega a até 7,2 pontos percentuais, impactando desde consumidores que buscam smartphones no exterior até indústrias que dependem de maquinário avançado.
A lista de produtos afetados é extensa, incluindo dispositivos de consumo como painéis de LED/LCD e câmeras fotográficas, além de componentes como circuitos impressos e cartuchos de tinta. Equipamentos de saúde, como ressonâncias magnéticas e tomógrafos, também estão incluídos, assim como robôs industriais e máquinas de impressão automatizadas, atingindo a chamada Indústria 4.0.
O Ministério da Fazenda justificou a medida como uma forma de proteger a produção nacional, já que a importação desses bens cresceu mais de 33% desde 2022. O governo argumenta que essa dependência externa pode resultar em uma regressão tecnológica, comprometendo a competitividade do setor produtivo brasileiro.
Embora a expectativa seja de que o impacto na inflação oficial seja gradual, o mercado prevê aumentos em serviços e produtos do dia a dia, como exames médicos e eletrônicos domésticos. Para mitigar impactos negativos, o governo permitirá que empresas solicitem a redução temporária da alíquota até 31 de março, com validade de até 120 dias.

