O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) tem se tornado uma preocupação crescente no Brasil, com um aumento de 250% nos acidentes relacionados a esses animais na última década. Esse escorpião é conhecido por sua capacidade de se reproduzir sem a necessidade de um macho, tornando sua proliferação ainda mais alarmante, já que uma única fêmea pode dar origem a uma colônia inteira rapidamente.
Um estudo da Unesp alerta que, se não houver mudanças na forma de lidar com o ambiente urbano, o Brasil poderá registrar até 270 mil acidentes anuais até 2033. O crescimento das cidades e a oferta de alimentos, como baratas, criam um cenário favorável para a sobrevivência do escorpião-amarelo.
Para prevenir a entrada desse animal em casa, recomenda-se a técnica dos 4 As, que inclui: limitar o acesso vedando ralos, portas e frestas; reduzir abrigos removendo entulhos e organizando o espaço; eliminar alimentos, mantendo a cozinha limpa e o lixo fechado; e controlar a umidade, consertando vazamentos e secando áreas propensas a água.
Caso ocorra uma picada, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente. O soro antiescorpiônico, disponível pelo SUS, é a única maneira eficaz de neutralizar o veneno. A urgência é ainda maior em crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos da toxina.

